“Eu não era assim.” Quantas mulheres já disseram isso sobre si mesmas? “Tem dias em que penso melhor.” “Tem épocas em que quero ficar sozinha.” “Em determinadas semanas fico mais sensível.” “Parece que minha cabeça muda.” Durante muito tempo, essas experiências foram reduzidas a uma explicação simplista: “É hormonal.” Mas dizer que algo é hormonal não explica praticamente nada. O verdadeiro desafio é compreender como as mudanças hormonais conversam com o cérebro e com o restante do organismo. Hormônios não são inimigos Hormônios são mensageiros. Eles participam da comunicação entre diferentes sistemas do organismo e ajudam a coordenar processos fundamentais. Ao longo do ciclo menstrual, estrogênio e progesterona variam. Essas oscilações fazem parte da fisiologia reprodutiva e podem estar associadas a mudanças percebidas por algumas mulheres. Mas existe um cuidado importante: não podemos transformar tendências populacionais em regras individuais. Nem toda mulher terá o mesmo compo...
Existe uma pergunta que pode mudar a maneira como uma mulher olha para a própria rotina: “Meu corpo está realmente desregulado ou estou vivendo de uma maneira que não respeita nenhum ritmo biológico?” A diferença parece pequena. Mas não é. Dormimos quando ainda estamos conectados às telas. Acordamos com despertadores. Passamos horas sob luz artificial. Comemos em horários irregulares. Trabalhamos sentadas. Ficamos disponíveis para outras pessoas praticamente o tempo inteiro. E depois nos surpreendemos quando o corpo começa a reclamar. Existe um relógio dentro de você O organismo possui ritmos biológicos. Um dos mais conhecidos é o ritmo circadiano, relacionado ao ciclo aproximado de 24 horas entre luz e escuridão. A luz natural ajuda o organismo a entender que é dia. A redução da luz ao anoitecer sinaliza que é hora de desacelerar. Sono, vigília e diversos processos fisiológicos dependem dessa organização. Por isso, o dia e a noite não são apenas paisagens. São informações para o...